
E se o maior erro da sua empresa não estiver no produto… mas na forma como ele chega até o cliente?
Durante anos, o mercado acreditou que crescer significava inovar no produto, investir em marketing ou reduzir custos.
Mas a história da Cimed mostra outra realidade.
Em um cenário de inflação, pressão de margem e dependência de distribuidores, uma decisão considerada “loucura” mudou completamente o jogo.
Enquanto todos terceirizavam…
Alguém decidiu fazer o contrário.
Verticalização é quando uma empresa decide controlar etapas da própria operação que normalmente seriam terceirizadas.
Isso inclui:
Na prática, significa assumir mais responsabilidade, e mais risco.
Mas também significa algo muito mais poderoso:
controle.
Controle sobre preço, entrega, experiência e margem.
O mercado farmacêutico brasileiro sempre funcionou com base em intermediários.
O modelo padrão era simples:
Só que esse modelo escondia um problema silencioso:
E então veio a pressão.
Inflação.
Custo subindo.
Margem apertando.
Foi nesse contexto que a decisão da Cimed começou a parecer… absurda.
Enquanto concorrentes buscavam eficiência terceirizando operações, João Adibe tomou outro caminho.
Ele decidiu assumir o controle.
Verticalizar.
Na prática, isso significava:
E, claro, vieram as reações:
“Isso não escala”
“É caro demais”
“Ninguém faz isso”
“Foca no core business”
Mas havia um entendimento por trás da decisão:
Não adianta ter o melhor produto se você não controla como ele chega até o cliente.
E aqui está o ponto onde a maioria para.
A estratégia só funciona quando vira execução.
A Cimed começou a construir, passo a passo, sua estrutura.
Enquanto outros disputavam grandes redes…
A Cimed ocupava o território invisível.
Agora, o produto não dependia mais de terceiros para chegar ao destino.
Mas não parou por aí.
A empresa foi além do que o mercado considerava razoável:
Ou seja:
Não terceirizou. Assumiu.
Outro ponto de virada veio da leitura de comportamento.
A farmácia deixou de ser apenas um lugar de doença.
Virou conveniência.
A Cimed entendeu isso antes da maioria.
E mudou seu portfólio:
Saiu de um modelo reativo (comprar quando precisa)
E entrou em um modelo recorrente (comprar porque quer)
Isso muda tudo:
Só depois de estruturar tudo isso, o marketing ganhou força.
E aqui tem outro detalhe importante:
João Adibe virou o rosto da marca.
Mas isso não foi o começo.
Foi o amplificador.
Marketing sem estrutura é barulho.
Marketing com base é escala.
Com o tempo, o que parecia loucura virou referência.
Os números contam a história:
E talvez o dado mais importante:
A empresa passou a dominar regiões onde a concorrência simplesmente não chega.
A Cimed não venceu porque tinha o melhor produto.
Ela venceu porque fez algo que poucos têm coragem de fazer:
Assumir o controle.
Enquanto o mercado buscava facilidade, ela escolheu complexidade.
Enquanto outros terceirizavam, ela internalizou.
Enquanto muitos buscavam atalhos, ela construiu base.
Isso gerou:
Não. É uma estratégia mais complexa e exige investimento. Mas pode gerar vantagem competitiva forte no longo prazo.
Porque envolve custo, risco e gestão mais complexa.
Controle da distribuição e da cadeia, reduzindo dependência de terceiros.
Não. O marketing potencializou uma estrutura que já estava bem construída.
Que crescimento sustentável vem de decisões estruturais, não apenas táticas.
A história da Cimed não é sobre medicamentos.
É sobre decisão.
Decidir assumir o que dá trabalho.
Decidir controlar o que outros evitam.
Decidir construir o que não é imediato.
No fim, o que parecia exagero virou vantagem.
Quem controla a cadeia, controla o mercado.
No digital, o erro é parecido.
Muitas empresas focam no visível:
Mas ignoram a base.
Hoje, distribuição digital significa:
Quem depende de plataformas:
Quem constrói base:
E no final, a lógica é a mesma:
Quem controla a distribuição, controla o crescimento.