Quais acessos sua empresa precisa ter do próprio site?

Aumentar as visitas no Site

Sua empresa não precisa administrar tecnicamente o próprio site todos os dias. Mas precisa ter acesso aos principais serviços que fazem esse site existir.

Domínio, hospedagem, painel administrativo, DNS, Google Analytics e Search Console não deveriam ficar exclusivamente nas mãos da agência, desenvolvedor ou profissional responsável pelo projeto. O fornecedor pode administrar esses recursos, mas a empresa precisa manter controle sobre eles.

Isso parece um detalhe até o dia em que o profissional deixa de responder, a agência encerra as atividades ou simplesmente chega o momento de trocar de fornecedor.

Ter um site não significa ter controle sobre ele

É comum uma empresa contratar alguém para criar o site e deixar toda a parte técnica sob responsabilidade desse fornecedor. Isso não é necessariamente um problema. Na verdade, faz sentido contratar especialistas justamente para não precisar cuidar dessas tarefas.

O risco aparece quando a empresa não sabe onde o domínio foi registrado, onde o site está hospedado, quem possui acesso administrativo ou em qual conta estão os dados de desempenho.

A diferença importante está entre administrar um ativo e ser dependente de quem administra esse ativo.

O ideal é que contas importantes sejam vinculadas à empresa e que fornecedores recebam os acessos necessários para trabalhar, e não o contrário.

Quais acessos a empresa deveria ter?

Alguns serviços variam conforme a tecnologia utilizada no site, mas existe uma base que vale conferir.

1. Domínio

É o endereço do site, como empresa.com.br. A empresa deve saber onde ele foi registrado e possuir acesso à conta responsável pelo domínio.

Esse é provavelmente o acesso mais crítico. A ICANN define o registrante como a pessoa ou organização que registra o domínio e mantém relação com o registrador, inclusive para gerenciamento, renovação e transferência.

2. Hospedagem ou servidor

É onde os arquivos, banco de dados e demais recursos do site estão armazenados. A empresa deve saber qual serviço está sendo utilizado e como acessar a conta, mesmo que nunca precise entrar nela.

3. Painel administrativo do site

Se o site utiliza WordPress, por exemplo, deve existir pelo menos um usuário administrativo sob controle da empresa. No WordPress, a função Administrador possui acesso às funções administrativas de um site.

O fornecedor pode e deve ter seu próprio usuário. Compartilhar uma única senha entre empresa, agência e profissionais não é uma boa prática.

4. DNS

O DNS é responsável por direcionar o domínio para serviços como site e e-mail. Dependendo da estrutura, ele pode ser administrado no registrador do domínio, na hospedagem ou em serviços como Cloudflare.

É um acesso sensível porque uma alteração incorreta pode tirar do ar não apenas o site, mas também outros serviços ligados ao domínio. Plataformas como a Cloudflare permitem justamente criar diferentes usuários e níveis de permissão para administrar esses recursos.

5. Google Analytics

Os dados históricos de audiência e comportamento do site também são ativos da empresa.

O Google Analytics permite adicionar usuários e definir diferentes níveis de permissão. Portanto, não é necessário que a propriedade fique exclusivamente na conta pessoal de quem desenvolveu o site. A própria empresa pode manter acesso administrativo e conceder permissões aos fornecedores.

6. Google Search Console

O Search Console mostra como o Google encontra e interpreta o site, incluindo indexação e desempenho na pesquisa.

O Google diferencia proprietários e usuários. O proprietário possui controle total sobre a propriedade, inclusive para adicionar ou remover outras pessoas. Por isso, é recomendável que a empresa mantenha pelo menos um acesso próprio como proprietário.

E backups, arquivos e banco de dados?

Também precisam entrar nessa conversa.

Uma empresa não precisa necessariamente receber uma cópia completa do site toda semana, principalmente quando existe uma manutenção profissional responsável pelos backups. Mas precisa saber se existem backups, onde estão armazenados e como poderiam ser recuperados.

O mesmo vale para arquivos do projeto, banco de dados, imagens originais, licenças e integrações importantes.

Quanto mais crítico o site for para a operação da empresa, mais importante é documentar essa estrutura.

O fornecedor pode continuar cuidando de tudo

Ter propriedade e acesso não significa que a empresa precisa começar a mexer em DNS, servidor ou banco de dados.

Na maioria dos casos, nem deveria.

O ponto é outro: o fornecedor administra; a empresa mantém o controle sobre seus ativos digitais.

Uma estrutura saudável permite inclusive trocar de agência ou profissional sem precisar reconstruir tudo do zero. O novo fornecedor recebe os acessos necessários, o anterior tem seus acessos removidos e o ativo continua pertencendo à empresa.

Faça uma pequena auditoria

Você não precisa esperar surgir um problema.

Pergunte hoje dentro da empresa: quem registrou nosso domínio? Onde nosso site está hospedado? Temos um usuário administrador? Quem controla o DNS? Temos acesso ao Analytics e Search Console? Existem backups?

Se ninguém souber responder, existe uma dependência que merece atenção.

Organizar esses acessos não é desconfiar de quem desenvolveu o site. É tratar domínio, dados, conteúdo e infraestrutura digital como aquilo que eles realmente são: ativos da empresa.

E se o fornecedor já desapareceu e você não possui esses acessos, o problema muda de prevenção para recuperação. Nesse caso, o próximo passo é descobrir quais ativos ainda estão sob controle da empresa e quais precisam ser recuperados.

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    itoss Autor:

    Elisandro da Silva

    Idealizador da @criem.cc | Brand & Web Designer: @tossstudio

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