A empresa que criou meu site fechou. E agora?

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A empresa ou profissional que criou seu site fechou, desapareceu ou simplesmente parou de responder? O primeiro passo é não começar o site novamente. Antes disso, descubra quais ativos digitais continuam sob controle da sua empresa.

Na maioria dos casos, o site é apenas uma das peças. Domínio, hospedagem, e-mails, WordPress, DNS, backups e contas do Google podem estar distribuídos entre diferentes fornecedores. Recuperar essa estrutura começa por descobrir onde cada coisa está.

1. Comece pelo domínio

O domínio é o endereço utilizado para acessar o site, como suaempresa.com.br.

Descubra onde ele foi registrado e, principalmente, quem possui acesso à conta responsável pelo registro. Para domínios internacionais, ferramentas de consulta de dados de registro podem ajudar a identificar a empresa registradora. A própria ICANN mantém uma ferramenta gratuita para isso.

Se o domínio estiver registrado em uma conta controlada exclusivamente pelo antigo fornecedor, essa deve ser uma das primeiras situações a resolver.

O domínio da empresa deve estar sob controle da própria empresa, mesmo quando uma agência ou profissional administra suas configurações.

2. Descubra onde o site está hospedado

Domínio e hospedagem não são a mesma coisa.

O domínio funciona como o endereço. A hospedagem é a infraestrutura onde os arquivos, banco de dados e demais recursos do site estão armazenados.

Procure contratos, faturas, e-mails antigos e cobranças de empresas de hospedagem. Também é possível investigar tecnicamente o domínio e seus registros DNS para encontrar pistas sobre a infraestrutura utilizada.

O objetivo aqui é descobrir duas coisas: onde o site está hospedado e quem possui acesso administrativo a essa hospedagem.

3. Verifique se você ainda consegue acessar o WordPress

Se o site utiliza WordPress, tente acessar o painel administrativo normalmente. Em muitos casos, a empresa continua tendo um usuário próprio mesmo depois que o fornecedor deixa de atender.

Ter acesso ao WordPress ajuda bastante, mas não significa necessariamente ter controle completo do site.

Um site WordPress também depende dos arquivos, banco de dados, hospedagem, domínio e configurações de DNS. Por isso, recuperar somente a senha do painel não encerra o problema.

4. Procure por backups antes de alterar qualquer coisa

Antes de migrar hospedagem, trocar configurações ou reconstruir partes do site, procure uma cópia de segurança.

O backup pode estar na própria hospedagem, em um plugin do WordPress, Google Drive, Dropbox, servidor externo ou até armazenado pelo antigo fornecedor.

Se você ainda possui acesso à hospedagem e ao site funcionando, este é um bom momento para criar uma nova cópia completa antes de realizar mudanças.

5. Descubra quem controla o DNS

DNS é o sistema que conecta o domínio aos serviços utilizados pela empresa.

É nele que podem existir configurações relacionadas ao site, e-mails, verificações do Google e diversos outros serviços. Alterar registros DNS sem saber o que eles fazem pode tirar o site ou até os e-mails corporativos do ar.

Por isso, não saia simplesmente trocando servidores ou apontamentos porque encontrou acesso ao domínio.

Primeiro documente a configuração existente.

6. Não esqueça dos e-mails

Se sua empresa utiliza endereços como contato@suaempresa.com.br, descubra onde essas contas estão hospedadas antes de mexer no domínio ou DNS.

O e-mail pode estar no mesmo servidor do site, mas também pode utilizar Google Workspace, Microsoft 365 ou outro provedor.

Esse é um ponto crítico em qualquer recuperação. Um site temporariamente fora do ar é um problema. Interromper inadvertidamente os e-mails utilizados pela operação da empresa pode ser ainda pior.

7. Verifique Google Analytics e Search Console

O site pode ter acumulado anos de dados importantes.

No Google Analytics, verifique se uma conta corporativa possui acesso administrativo à propriedade. O Google permite diferentes usuários e níveis de permissão, portanto o ideal é que a empresa não dependa exclusivamente da conta pessoal do antigo fornecedor.

Faça a mesma conferência no Google Search Console. A ferramenta diferencia proprietários e usuários, e somente proprietários possuem controle completo sobre determinadas configurações e permissões.

Criar uma propriedade nova sem verificar a situação da anterior pode significar abandonar parte do histórico e da estrutura já existente.

Monte um inventário antes de começar a recuperação

Antes de contratar outra empresa para resolver o problema, organize o que você encontrou:

  • domínio e registrador;
  • acesso ao domínio;
  • hospedagem e acesso administrativo;
  • WordPress;
  • arquivos e banco de dados;
  • backups;
  • DNS;
  • contas de e-mail;
  • Google Analytics;
  • Google Search Console;
  • outros serviços conectados ao site.

Classifique cada item como acesso disponível, acesso desconhecido ou acesso perdido.

Essa pequena auditoria muda completamente o problema. Em vez de simplesmente dizer “perdi meu site”, você passa a saber exatamente o que ainda controla e o que precisa recuperar.

Seu site pode ser recuperável mesmo que o fornecedor tenha desaparecido

O encerramento de uma agência não significa necessariamente que o site foi perdido.

Se o domínio continua sob controle da empresa, a hospedagem está ativa e existem acessos ou backups disponíveis, outro profissional pode assumir a estrutura. Mesmo quando parte desses acessos foi perdida, ainda existem caminhos de recuperação que dependem de cada provedor.

O problema maior aparece quando ninguém sabe onde os serviços foram contratados ou quando tudo foi criado em contas pessoais do antigo fornecedor.

É justamente por isso que domínio, hospedagem, site, dados e contas não deveriam ser tratados apenas como detalhes técnicos.

Eles fazem parte dos ativos digitais da empresa.

Fontes utilizadas

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    itoss Autor:

    Elisandro da Silva

    Idealizador da @criem.cc | Brand & Web Designer: @tossstudio

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