Orkut Büyükkökten critica redes sociais e apresenta visão para o futuro da web

Orkut Büyükkökten, engenheiro de software turco mundialmente conhecido por ter criado a rede social Orkut no início dos anos 2000, tem intensificado sua voz crítica às atuais plataformas digitais e apresentado um novo projeto social online com foco em conexões humanas genuínas em 2025. As declarações e iniciativas recentes refletem uma insatisfação profunda com a direção que as Big Techs tomaram nas últimas décadas — transformando a internet em um ambiente dominado por ódio, manipulação e lógica de lucro desenfreado. (Gazeta SP)

O problema central: algoritmos baseados em ódio e lucro

Para Büyükkökten, o maior problema das redes sociais modernas não está apenas nas funcionalidades superficiais, mas no modelo de negócios que as sustenta. Ele afirma que algoritmos em plataformas como Facebook, Instagram e TikTok priorizam engajamento acima de tudo, estruturando feeds de conteúdo que maximizam tempo de uso e, consequentemente, exposições a anúncios e coleta de dados. Esse tipo de algoritmo, segundo ele, favorece conteúdos que provocam emoções negativas — como raiva e medo — porque essas reações mantêm os usuários conectados por mais tempo, resultando em lucro direto para as empresas que exploram métricas instantâneas de engajamento. (CPG Click Petróleo e Gás)

Essa lógica, em sua visão, transformou a internet em um ambiente hostil, no qual a polarização e a disseminação de conteúdo nocivo se tornaram não apenas comuns, mas economicamente incentivados. Esse diagnóstico está alinhado com análises contemporâneas de pesquisadores que discutem o impacto social dos algoritmos de recomendação e da chamada economia da atenção. (CPG Click Petróleo e Gás)

Do narcisismo digital à perda da conexão humana

Além da crítica aos algoritmos de ódio e lucro, Büyükkökten apontou que o sistema de design atual transforma a atenção dos usuários em combustível para métricas de performance, criando um incentivo ao narcisismo digital. Em vez de promover conexões humanas reais e comunidades orgânicas, os ambientes digitais priorizam “…o que chama mais atenção”, reforçando comportamentos de exibição pessoal e competição por visibilidade em detrimento de relacionamentos significativos. (Folha PE)

Esse entendimento é essencial para compreender sua visão de que a internet moderna, longe de aproximar as pessoas, tende a isolá-las emocionalmente, contribuindo para problemas como ansiedade, solidão e deterioração da confiança social.

Responsabilização dos líderes e mudança de paradigmas

Büyükkökten também tem defendido que os líderes das grandes plataformas tecnológicas devem ser responsabilizados pela disseminação de ódio e negatividade online. Em entrevistas anteriores, ele enfatizou que as redes sociais têm responsabilidade direta por suas arquiteturas de visibilidade e pelo ambiente que geram, e que simplesmente delegar a moderação de conteúdo a sistemas automáticos não resolve o problema estrutural. (Correio Braziliense)

Essa responsabilização, na visão dele, deve incluir reconsiderar como algoritmos são projetados e como as empresas priorizam o bem-estar do usuário em relação ao lucro. Ele propõe um modelo onde prioridades como segurança, empatia e experiências humanas saudáveis não sejam periféricas, mas centrais à operação de uma plataforma digital.

Uma nova rede social centrada em comunidade e bem-estar (2025)

No contexto dessas críticas, Büyükkökten anunciou que está trabalhando em um novo projeto de rede social, cuja proposta se distancia das lógicas dominantes de mercado. Essa iniciativa, que tem sido discutida em eventos como o Voices 2025 e o Rio Innovation Week, se apresenta como uma tentativa de resgatar valores que marcaram a internet em seus primeiros dias, comunidades, amizades e interações genuínas, mas com tecnologia atualizada e ética explícita. (Gazeta SP)

Diferente de uma mera replicação nostálgica do antigo Orkut, o novo projeto prioriza princípios como moderação ética, incentivo a interações autênticas e foco no bem-estar emocional dos usuários, em oposição à lógica de competição por atenção. Segundo relatos, o Brasil deve ser um dos mercados prioritários para os testes dessa plataforma, reforçando a importância cultural que Orkut sempre atribuiu ao país. (Instagram)

O site oficial orkut.com já exibe mensagens indicando que um “novo capítulo” está sendo desenvolvido, reforçando que o projeto está em andamento e atrai expectativa global por seu potencial de oferecer uma alternativa ao status quo. (Gazeta SP)

Reflexão para criadores e empreendedores digitais

A crítica de Orkut Büyükkökten não é apenas um lamento nostálgico. Ela representa um questionamento profundo sobre como produtos digitais podem ser planejados de forma a equilibrar sustentabilidade econômica com impacto social positivo. Para empreendedores, designers e estrategistas de produto, suas observações apontam para três áreas-chave que merecem atenção:

  1. Propósito claro de produto
    Definir claramente qual experiência humana você está tentando melhorar, antes de pensar em métricas de engajamento.
  2. Design ético e transparente
    Projetar sistemas que priorizem relações humanas genuínas e bem-estar, não apenas retenção e monetização.
  3. Responsabilização e governança tecnológica
    Estar atento ao impacto social de algoritmos e modelos de negócio, buscando formas de mitigação de efeitos negativos.

A discussão que emerge das declarações de Büyükkökten em 2025 é relevante não apenas pela nostalgia que envolve o nome Orkut, mas pela urgência de repensar o papel que plataformas digitais devem desempenhar em nossas vidas e sociedades hoje.

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