Se você acompanha o Google Analytics do seu site, talvez tenha percebido algo estranho nos últimos meses: um aumento repentino de acessos vindos da China, Polônia, Irlanda ou outros países que claramente não fazem parte do seu público-alvo.
Em muitos casos, esses países passam a representar mais de 40% ou até 60% do tráfego total do site.
Mas afinal:
Isso é público real?
É alguém acessando seu conteúdo?
É ataque?
Isso prejudica o SEO?
A resposta curta é: não.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara:
Desde a migração definitiva do Universal Analytics para o GA4, o Google deixou de aplicar filtros automáticos de bots.
Na prática, isso significa que:
qualquer acesso técnico pode ser registrado como “usuário”.
Incluindo:
Tudo isso passa a aparecer nos relatórios como tráfego.
Em projetos recentes acompanhados pela TOSS STUDIO, dois casos chamaram atenção.
No período analisado:
Enquanto isso:
Ou seja, dois comportamentos completamente diferentes.
O mesmo padrão foi identificado:
Já o público do Brasil apresentou:
Esses dados deixam claro que não se trata de visitantes reais.
Na maioria dos casos, são três grupos principais.
Serviços hospedados em infraestrutura asiática, como:
Esses robôs varrem automaticamente a internet em busca de:
Eles não leem conteúdo.
Não clicam.
Não navegam.
Apenas verificam se o site responde.
Desde 2024 houve uma explosão de:
Muitos desses crawlers utilizam IPs internacionais, especialmente da Ásia.
Sites com:
entram naturalmente nesse radar.
O próprio navegador realiza chamadas automáticas para:
Essas requisições também podem ser interpretadas como visualizações pelo GA4.
Não.
Na maioria absoluta dos casos:
É apenas ruído analítico.
Ataques reais costumam gerar:
Se isso não está acontecendo, não há motivo para alarme.
Não.
O Google não utiliza dados do Analytics para ranqueamento.
Além disso:
O impacto é apenas na leitura dos relatórios.
O problema não é o tráfego.
É interpretar esses números sem contexto.
Sem esse entendimento, muitos negócios acabam acreditando que:
Quando, na verdade, o site está funcionando normalmente.
Na prática:
Tráfego real sempre apresenta:
O restante é apenas ruído técnico.
Embora não seja possível eliminar 100%, é possível reduzir drasticamente esse tráfego automático.
Abaixo está um checklist recomendado como manutenção preventiva de WordPress.
Recomendado para qualquer site profissional.
Ativar:
Isso reduz entre 70% e 90% do tráfego irrelevante.
Restringir ou proteger:
Essas rotas são o principal alvo de scanners.
Bots procuram principalmente:
Manutenção mensal reduz drasticamente o interesse dessas varreduras.
Exemplos:
Com foco em:
Utilize filtros ou comparações como:
Isso permite analisar somente usuários reais.
Curiosamente, esse tipo de tráfego costuma aparecer em sites que:
Sites mal construídos geralmente nem entram no radar desses robôs.
Ou seja:
o aumento desses acessos não indica problema.
indica maturidade técnica do projeto.
Se você percebeu um aumento repentino de acessos internacionais no Google Analytics:
É apenas o reflexo de como o GA4 registra tráfego técnico atualmente.
O papel de uma boa manutenção WordPress não é eliminar isso completamente, mas:
Presença digital madura não é ter mais visitas.
É saber exatamente quais visitas importam.