Contratei um site e o profissional sumiu: como se proteger

Você contratou um site, o projeto começou e as respostas foram ficando cada vez mais demoradas. Ou pior: o site foi entregue, ficou anos no ar e, quando você precisou de suporte, descobriu que a empresa que o criou não existe mais.

Os dois casos têm algo em comum: a empresa depende de um fornecedor, mas não sabe exatamente o que controla da própria estrutura digital.

Isso pode ser evitado antes mesmo da contratação.

criem.cc - Web Designer
Foto: criem.cc – Web Designer

Antes de contratar, observe o processo

Portfólio bonito e preço competitivo não são suficientes. É importante entender como o projeto será conduzido.

Desconfie de escopos vagos, ausência de contrato, prazos sem etapas claras e fornecedores que não explicam onde domínio e hospedagem serão registrados.

Também vale verificar o portfólio de verdade. Em vez de olhar apenas imagens de projetos, acesse os sites apresentados e, quando possível, procure referências de clientes atendidos.

WhatsApp não é problema. O problema é quando decisões importantes ficam apenas em conversas, sem proposta, contrato ou algum registro organizado do projeto.

O contrato precisa explicar o que você está comprando

Não precisa ser um documento impossível de entender.

O contrato deve deixar claro o escopo, etapas, responsabilidades, pagamentos, prazo, condições de cancelamento e o que acontece com domínio, hospedagem e demais serviços relacionados ao site.

Também é importante saber o que acontece depois da publicação. Existe manutenção? Quem faz os backups? Existem licenças que precisam ser renovadas? Quem possui os acessos?

Essas perguntas parecem técnicas, mas evitam problemas bastante práticos.

O site está no ar. Mas quem controla tudo?

Esse talvez seja o ponto mais negligenciado.

Imagine que seu site funciona perfeitamente durante três anos. Um dia você precisa alterar alguma coisa e descobre que a agência fechou. O domínio está em uma conta que você não conhece, ninguém sabe onde o site está hospedado e sua empresa nunca recebeu os acessos.

O site estava funcionando, mas existia uma dependência invisível.

Se o endereço termina em .br, uma primeira verificação pode ser feita gratuitamente pelo WHOIS do Registro.br. Basta pesquisar o domínio para consultar informações disponíveis sobre o registro, como titularidade, contatos e servidores DNS utilizados. Os DNS também podem dar pistas sobre onde o domínio está sendo gerenciado ou para quais serviços ele está apontando.

Foto: Exemplo de pesquisa com um domínio da TOSS.

O Registro.br recomenda que o contato do titular pertença à própria organização. O fornecedor pode participar como contato técnico sem precisar controlar o domínio.

A lógica é simples: trocar de fornecedor não deveria significar perder o controle do site da empresa.

Consulte seu domínio no WHOIS oficial do Registro.br.

Se o fornecedor já desapareceu, o que fazer?

Comece reunindo contrato, comprovantes, e-mails, mensagens e qualquer acesso disponível.

Descubra onde o domínio está registrado, quem controla a hospedagem e se existem backups. Verifique também acessos ao WordPress ou outro CMS, contas de e-mail, Google Analytics e Search Console.

Outro profissional pode avaliar o que ainda pode ser recuperado antes de reconstruir o site do zero.

Se houver pagamento por um serviço que não foi entregue ou descumprimento do contrato, o caminho pode envolver uma cobrança formal e, dependendo do caso, órgãos de defesa do consumidor ou orientação jurídica.

O principal aprendizado é anterior ao problema: sua empresa não precisa dominar tecnologia, mas precisa saber onde estão e quem controla seus principais ativos digitais.

Contratar alguém para cuidar do site é normal. Entregar completamente o controle da estrutura digital da empresa sem saber como recuperá-la é que cria o risco.

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    itoss Autor:

    Elisandro da Silva

    Idealizador da @criem.cc | Brand & Web Designer: @tossstudio

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